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Cajamarca, Cusco and Peru

Cajamarca

Cajamarca é onde Pizarro capturou Atahualpa em 1532. Veja o Cuarto del Rescate, o aqueduto pré-inca de Cumbemayo e as termas dos Baños del Inca.

Cajamarca: City Tour

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Fatos rápidos

País
Peru
Altitude
2.750 m (9.022 ft)
Moeda
Sol peruano (S/) — USD aceito em alguns hotéis
Ideal para
História da conquista inca, sítios pré-incas, termas, região leiteira

A cidade onde o Império Inca efetivamente terminou

Poucos lugares nas Américas carregam o peso histórico de Cajamarca, e poucos são tão subestimados pelos visitantes internacionais. Foi aqui, em novembro de 1532, que Francisco Pizarro e menos de 200 espanhóis emboscaram e capturaram o imperador inca Atahualpa, que havia chegado para encontrá-los com milhares de servos desarmados. Os espanhóis o mantiveram numa única sala, exigiram que ela fosse enchida uma vez de ouro e duas de prata como resgate, aceitaram o pagamento estarrecedor ao longo de meses e então o executaram assim mesmo, em 1533. O Império Inca não entrou em colapso formal naquele dia, mas seu centro de gravidade se rompeu, e a conquista dos Andes acelerou a partir dali. Estar em Cajamarca é estar na dobradiça da história sul-americana.

A cidade moderna é uma bonita e discreta capital colonial de altitude a 2.750 m, situada num amplo vale verde que é a região leiteira mais importante do Peru — o queijo de Cajamarca, o manjarblanco (doce de leite) e a manteiga são vendidos por todo o país. O centro histórico, com suas igrejas ornamentadas de pedra entalhada no tufo vulcânico local, foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural das Américas pela OEA. Mas, por ficar fora do circuito principal Cusco-Machu Picchu e da rota costeira de Lima, Cajamarca recebe uma fração dos visitantes estrangeiros que sua história e seus arredores merecem. Esse abandono é o ganho do viajante: você tem o Peru de altitude genuíno, uma história notável, sítios impressionantes nas redondezas e quase nenhuma pressão de armadilha turística que define o circuito do sul.

Dois a três dias é o tempo certo: um para a cidade e sua história da conquista, e um ou dois para os passeios de destaque a Cumbemayo e aos Baños del Inca.

Como chegar a Cajamarca

Cajamarca é bem conectada por via aérea, que é a forma mais fácil de chegar. Voos diários de Lima levam cerca de 90 minutos (LATAM e outras), aterrissando no Aeroporto Mayor General FAP Armando Revoredo Iglesias, logo fora da cidade. Reservar com antecedência mantém as tarifas razoáveis.

Por terra, Cajamarca fica a cerca de 850 km ao norte de Lima. Ônibus noturnos confortáveis (Civa, Línea e outros) fazem o trajeto em cerca de 14-16 horas; é uma rota longa, mas bem servida. Da costa norte, Cajamarca se conecta a Trujillo (cerca de 6-7 horas de ônibus) e a Chiclayo, o que torna viável um circuito pelo norte do Peru — muitos viajantes combinam Cajamarca com Chan Chan e os sítios mochicas de Trujillo, ou seguem em direção a Chachapoyas e Kuélap, embora a ligação terrestre Cajamarca-Chachapoyas seja longa e indireta, via Chiclayo ou Celendín.

Dentro da cidade, o centro é caminhável e os táxis são baratos (uma corrida curta custa S/5-8). Os passeios aos sítios das redondezas são mais bem organizados por agências locais reunidas em torno da Plaza de Armas.

O Cuarto del Rescate: a Sala do Resgate

O sítio histórico mais significativo de Cajamarca é o Cuarto del Rescate — a Sala do Resgate — a única estrutura inca de pé na cidade e, pela tradição, a sala onde Atahualpa foi mantido cativo. É uma câmara de pedra retangular modesta e bem construída, com os característicos nichos e a porta trapezoidais incas, e uma linha vermelha pintada no alto de uma parede marca a altura até a qual Atahualpa teria prometido encher a sala de tesouro para comprar sua liberdade.

Os historiadores debatem os detalhes — esta pode ter sido a sala onde o ouro foi guardado, e não a cela em si — mas o lugar é a âncora tangível de toda essa história espantosa. É pequeno, leva só 20-30 minutos e é mais bem compreendido com um guia ou depois de ler sobre os acontecimentos de 1532-33. A entrada custa alguns soles, e um ingresso combinado costuma cobrir o complexo de Belén e os museus Etnográfico e Arqueológico ali perto.

Um tour pela cidade amarra a Sala do Resgate com a Plaza de Armas, a Catedral, a Iglesia de San Francisco e o complexo religioso de Belén, com sua pedra ricamente entalhada, e é a forma mais eficiente de absorver o centro.

Tour pela cidade de Cajamarca com o Cuarto del Rescate

Não perca o Cerro Santa Apolonia, a colina na borda do centro coroada por um mirante, jardins e pedras entalhadas (incluindo o chamado «Assento do Inca»). É uma subida íngreme mas curta, ou um táxi rápido, e dá a melhor visão geral da cidade e do vale, especialmente no fim da tarde.

Cumbemayo: um aqueduto pré-inca numa floresta de pedras

Cumbemayo é o passeio de destaque e, para muitos, o ponto alto de Cajamarca. A cerca de 20 km a sudoeste da cidade, a aproximadamente 3.500 m, combina duas coisas extraordinárias num único sítio batido pelo vento e de alta altitude. A primeira é um aqueduto de pedra finamente projetado, esculpido na rocha matriz há cerca de 3.000 anos — o que o torna uma das estruturas feitas pelo homem mais antigas da América do Sul, anterior ao Império Inca por milênios. O canal corre por vários quilômetros com inclinações precisas, curvas em ângulo reto cortadas para frear a água e pequenas gravuras ao longo do percurso; a sofisticação da engenharia numa data tão precoce é genuinamente surpreendente.

A segunda é o cenário: um «bosque de piedras», uma floresta de altos pilares de rocha vulcânica desgastados, esculpidos pela erosão em formas estranhas, espalhados pela pastagem de altitude. Entre eles há uma caverna com petróglifos. A combinação de antiga engenharia hidráulica com formações rochosas surreais, em altitude e sob a forte luz das montanhas, torna Cumbemayo inesquecível.

A estrada de subida é ruim e a altitude (3.500 m) é maior que a da cidade, então um tour guiado é a forma prática de ir.

Tour ao complexo arqueológico de Cumbemayo

Leve camadas de roupa quente e proteção contra chuva mesmo na estação seca — a altitude exposta de Cumbemayo a deixa visivelmente mais fria e mais ventosa que Cajamarca, e a nuvem da tarde é comum.

Os Baños del Inca: onde Atahualpa se banhava

Seis quilômetros a leste do centro ficam os Baños del Inca, termas naturais que brotam do solo a mais de 70°C. Sua fama é histórica além de recreativa: Atahualpa estaria descansando e se banhando nessas mesmas termas com seu exército quando a expedição de Pizarro chegou em 1532, pouco antes do fatídico encontro na cidade. Hoje o complexo oferece salas de banho privativas e piscinas onde você pode mergulhar na água rica em minerais, canalizada e resfriada a uma temperatura confortável, além de uma piscina pública e instalações de spa.

É uma experiência relaxante, bem local, e um meio dia fácil; uma sala de banho privativa custa apenas alguns soles por pessoa, e há restaurantes e a agradável cidade de Los Baños del Inca ao redor. Muitos tours pela cidade e tours combinados incluem uma parada aqui.

Tour à Hacienda La Colpa e aos Baños del Inca

A Hacienda La Colpa, muitas vezes combinada com as termas, é uma fazenda leiteira em atividade no vale, conhecida por uma rotina bastante turística em que as vacas vêm aos estábulos quando chamadas pelo nome — agradável o suficiente, mas firmemente no território do entretenimento leve, não do essencial. Ajuste suas expectativas; as termas são a verdadeira atração dessa combinação.

Mais passeios e a região leiteira

Além dos sítios de destaque, o vale verde de Cajamarca oferece algumas excursões que valem a pena. A Granja Porcón é uma comunidade cooperativa evangélica de língua quéchua a noroeste da cidade, situada em reflorestamento de pinheiros e administrando um pequeno zoológico de resgate e uma operação leiteira; é uma janela incomum para uma cooperativa rural autogovernada e popular entre os visitantes peruanos. É frequentemente combinada com as «Ventanillas» de Otuzco — uma encosta perfurada por nichos funerários pré-incas esculpidos na rocha, cujas janelas («ventanillas») abrigavam os mortos.

Tour às fazendas Granja Porcón e Otuzco

Essas são agradáveis, mas não essenciais; se o seu tempo é limitado, priorize Cumbemayo e o Cuarto del Rescate sobre os circuitos de fazendas.

Informações práticas e observações honestas

Altitude: a 2.750 m, Cajamarca é amena comparada à Cordilheira Branca ou a Cusco, e a maioria dos visitantes sente pouco efeito. Cumbemayo, a 3.500 m, é o único lugar onde a altitude é perceptível, então faça esse dia num ritmo tranquilo.

Onde se hospedar: hotéis intermediários e econômicos se concentram em torno da Plaza de Armas e do Jirón Dos de Mayo. Espere S/60-120 por pousadas confortáveis e mais pelos melhores hotéis e pelos resorts de spa lá nos Los Baños del Inca. As termas são uma agradável base alternativa.

Comida e bebida: Cajamarca é terra de laticínios e queijos — experimente os queijos locais, o manjarblanco e as humitas. Pratos regionais incluem o caldo verde (uma sopa verde de ervas e ovo) e o cuy (porquinho-da-índia) para os aventureiros. Os restaurantes ao redor da praça servem tanto comida local quanto pratos peruanos padrão por S/15-35 o prato principal.

Carnaval: Cajamarca sedia o que é amplamente considerado o Carnaval mais exuberante do Peru, em fevereiro — dias de música, desfiles fantasiados e batalhas de água e tinta por toda a cidade. É um espetáculo genuíno, mas a hospedagem se esgota com muita antecedência e os preços disparam; venha preparado para se molhar, literalmente, se visitar nessa época.

Ressalva honesta: o vale ao redor de Cajamarca viveu uma tensão social de longa data por causa da mineração de ouro em grande escala (os projetos Yanacocha e o proposto Conga), com protestos periódicos. Eles raramente afetam os turistas diretamente, mas bloqueios ocasionais de estrada podem atrapalhar deslocamentos regionais; confira as condições atuais se você for se deslocar por terra.

Conectando Cajamarca ao resto do norte do Peru

Cajamarca ancora um circuito pelo norte do Peru que pode incluir Trujillo e sua arqueologia costeira, a fortaleza de floresta nublada de Kuélap a partir de Chachapoyas e — para quem segue ao sul — até a Cordilheira Branca em torno de Huaraz, embora as distâncias sejam grandes e as estradas lentas. As ligações terrestres entre esses lugares são longas, então voar entre a costa e Cajamarca, ou reservar dias generosos de deslocamento, torna o circuito bem mais confortável.

Para rotas sugeridas e tempos, veja a página de itinerários e o hub de guias, e navegue pelos passeios de um dia reserváveis na página de tours.


Perguntas frequentes sobre Cajamarca

Por que Cajamarca é historicamente importante?

É onde a conquista espanhola do Império Inca chegou ao seu momento decisivo. Em 1532, Francisco Pizarro capturou o imperador inca Atahualpa aqui, manteve-o por um vasto resgate de ouro e prata e o executou em 1533. O Cuarto del Rescate (Sala do Resgate) sobrevive como o principal monumento da era inca da cidade e o elo tangível com esses acontecimentos.

Como se chega a Cajamarca?

A forma mais fácil é voar de Lima — cerca de 90 minutos diários. Por terra, ônibus noturnos de Lima levam 14-16 horas, e ônibus conectam Cajamarca a Trujillo e Chiclayo na costa norte em 6-7 horas. Ligar Cajamarca a Chachapoyas por estrada é longo e indireto, então muitos viajantes voam ou reservam tempo extra.

O que é Cumbemayo e por que visitar?

Cumbemayo, a cerca de 20 km da cidade, a 3.500 m, combina um aqueduto de pedra esculpido há cerca de 3.000 anos — uma das estruturas mais antigas da América do Sul — com uma «floresta de pedras» surreal de pilares de rocha erodidos. A mistura de antiga engenharia e geologia dramática faz dele o passeio de destaque de Cajamarca. Vá num tour guiado e leve camadas de roupa quente.

Dá para se banhar nos Baños del Inca?

Sim. Os Baños del Inca, a 6 km do centro, são termas naturais (mais de 70°C na fonte) canalizadas em salas de banho privativas e piscinas. Uma sala privativa custa apenas alguns soles por pessoa. Historicamente, Atahualpa estava se banhando nessas mesmas termas quando Pizarro chegou em 1532, o que aumenta seu apelo.

Quantos dias você precisa em Cajamarca?

Dois a três dias é o ideal: um para o centro colonial e o Cuarto del Rescate, e um ou dois para os passeios a Cumbemayo e aos Baños del Inca, com tempo opcional para a Granja Porcón e os nichos funerários de Otuzco. É um destino fácil e de baixa pressão comparado ao agitado circuito do sul do Peru.

Qual é a melhor época para visitar Cajamarca?

Os meses mais secos, de maio a setembro, dão o clima mais confiável para os sítios ao ar livre como Cumbemayo. Fevereiro traz o famoso Carnaval de Cajamarca — o mais barulhento do Peru — que é um espetáculo, mas significa preços nas alturas, hotéis lotados e batalhas de água por toda a cidade. Reserve com muita antecedência se quiser vivê-lo.

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